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O Colégio La Salle no Núcleo Bandeirante realizou a primeira edição do Fórum de Empreendedorismo Lassalista em 11 de agosto. O evento teve como tema central a frase “Fraternidade que Gera Oportunidade”. A ação contou com a parceria do Sebrae no Distrito Federal e envolveu os jovens do Ensino Médio. A iniciativa reforçou a importância da educação empreendedora no ensino médio ao conectar estudantes com estratégias reais do mercado.
A programação encerrou os trabalhos do segundo trimestre escolar. Os alunos vivenciaram os desafios reais do mundo dos negócios, desenvolvendo soluções práticas e exercitando o protagonismo juvenil.
Parceria estratégica e conexão com o mercado
A coordenação pedagógica estruturou a atividade para ir além de uma simples feira comercial. O objetivo principal foi aproximar os estudantes das rotinas do ambiente de trabalho. A parceria com o Sebrae surgiu após o apoio de uma mãe de aluno que trabalha na instituição.
Foto: Focus Produção de Imagem
“Fizemos uma reunião rápida e a parceria foi fechada imediatamente. O Sebrae foi essencial para o desenvolvimento do projeto. A equipe acompanhou todas as etapas, desde a preparação até a realização do evento. Para os estudantes e também para nós, foi muito importante ter esse olhar de fora, trazendo uma perspectiva diferente e aproximando os jovens da realidade do mercado de trabalho”, comentou.
“O que tínhamos como proposta conseguiu ser colocado em prática com o apoio do Sebrae. Precisávamos, por exemplo, mostrar aos alunos como funciona uma entrevista de emprego. A experiência deu tão certo que já estamos pensando em realizar uma segunda edição e também organizar palestras para os estudantes do 9º Ano”, acrescentou a coordenadora.
Capacitação e desenvolvimento de competências
As ações do Sebrae foram geridas por Fernando Leite, analista e especialista em ecossistemas de negócios. Ele reuniu consultores, empresários e representantes acadêmicos para orientar as equipes ao longo das etapas preparatórias.
Foto: Focus Produção de Imagem
“Não é apenas pensar em ganhar dinheiro. É olhar para a sociedade, para o futuro, desenvolver criatividade, inovação e competências empreendedoras. Os estudantes trouxeram propostas com Inteligência Artificial (IA) e soluções para a sociedade e para a própria escola. Para nós, da Educação Empreendedora, é muito gratificante contribuir para levar esse conhecimento às escolas”, sustentou.
Estrutura do evento e temas dos projetos
A feira contou com 40 estandes espalhados pela escola. Em cada espaço, os visitantes conferiram apresentações rápidas dos produtos e serviços criados pelas turmas.
As temáticas foram divididas de acordo com a série:
1º Ano do Ensino Médio
Tecnologia e Inovação Inclusiva.
2º Ano do Ensino Médio
Sustentabilidade do Planeta.
3º Ano do Ensino Médio
Inteligência Emocional para Empreendedores.
No período da tarde, os jovens participaram de simulações de pitch e entrevistas de emprego, treinando oratória e poder de persuasão.
Experiência prática na visão dos alunos
Alex Paulo, aluno do 2º Ano, integrou o Projeto Ciclo, focado em transformar garrafas recicladas em novos utilitários. O jovem destacou o desafio de planejar uma empresa em pouco tempo.
“Trabalhar em grupo nos ensinou a nos organizar e complementar o trabalho uns dos outros. Tivemos muito apoio do Sebrae, principalmente nas orientações sobre viabilidade do projeto e planejamento de custos, além da construção de um modelo do produto para apresentar no estande e no pitch”, contou.
Já a aluna Maria Giovani, do 3º Ano, esteve à frente da equipe do Smart Café e ressaltou o aprendizado social obtido durante a jornada.
“O Sebrae nos ajudou a enxergar problemas sociais e a pensar além do lucro. Também recebemos orientações sobre nossos produtos e sobre a gravação dos pitches”, relatou.
Foto: Focus Produção de Imagem
“Foi muito importante para dar continuidade ao projeto, como se estivéssemos diante de investidores de verdade. Eles nos ajudaram a aprimorar as propostas, contribuindo para nossa formação cidadã e acadêmica”, completou.
Avaliação do corpo docente
O professor de Álgebra, Hugo André, ressaltou que o fórum superou as expectativas e substituiu com sucesso os modelos antigos de feiras escolares.
“A nossa ideia foi fazer esses meninos empreenderem de verdade, entenderem o mercado e perceberem que têm capacidade de transformar a realidade. Surgiram trabalhos incríveis, com uma qualidade que surpreendeu a todos nós”, pontuou.
A professora Meliane Sonza reforçou o valor das consultorias do Sebrae para ajudar os estudantes a darem estrutura e foco comercial às suas ideias soltas.
“Eles tinham ideias muito boas, mas não sabiam para qual público estavam criando, quem seria beneficiado ou qual caminho seguir. As consultorias ajudaram a colocar os pés no chão e abriram a mente deles para questões como público-alvo e mercado”, avaliou.
Foto: Focus Produção de Imagem
“Os alunos puderam vivenciar antecipadamente o que enfrentariam na culminância do projeto. Agora, com os avaliadores do Sebrae, eles têm a oportunidade de receber um retorno sobre todo o trabalho desenvolvido e fechar essa experiência com chave de ouro”, complementou.
Impacto na comunidade escolar e familiar
Representantes locais prestigiaram o evento, como Joelma Bonfim, secretária executiva da Universidade do Distrito Federal (UnDF).
“Prestigiar um fórum que trabalha o empreendedorismo com estudantes do Ensino Médio, com foco em profissões, propostas e inovações para o mundo atual, buscando a sustentabilidade e a integração das pessoas com deficiência, para que todos tenham acesso e oportunidades, é fundamental. O papel do Sebrae nesse acompanhamento escolar e das aprendizagens é muito importante, pois o foco principal é aproximar esses estudantes da realidade do mundo do trabalho e desenvolver uma visão empreendedora desde a adolescência, para que tenhamos jovens mais engajados e com desejo de transformação”, comentou Joelma.
Os pais dos alunos também aprovaram a dinâmica pedagógica. Raquel Brandão e Elizano Reis, pais de uma estudante do 2º Ano, elogiaram a postura dos jovens.
“A escola é muito importante na vida da gente e o La Salle tem evoluído bastante, principalmente com projetos inovadores como esse. Estou encantada. Acabei de passar pelos estandes e os meninos conversando parecia que estavam realmente vendendo o produto para a gente. Antes mesmo de termos uma dúvida, eles já estavam respondendo. Foi muito interessante”, observou Raquel.
“Estamos muito felizes com esse projeto, porque a escola realmente incentiva o aluno a pensar e a trabalhar. Percebemos que ela tenta inserir o aluno na realidade da vida, dos negócios e da educação”, concluiu Elizano.